sábado, 25 de agosto de 2012

Sentimentos escritos, palavras sentidas


Ao ler tais palavras, eu as quis ter escrito.
Fui compelido a fazer a leitura novamente e
Viajei na possibilidade de dizer algo melhor – inveja saudável.
Mas aquelas palavras simplesmente acolheram o que eu sentia
Em um abraço tão carinhoso e decisivo que me fez descansar.
Fui tomado por um vazio enorme, como se a ausência fosse tangível.
Mas tudo passou. Apenas passou.
Hoje, em outras palavras, me procurei. Abri livros, revistas, capas de discos.
Eu não estava ali. Não estava em lugar algum – decepção momentânea.
Percebi que não era a mim que procurava.
Os sentimentos descritos naquele texto eram alheios e não os meus.
E aquele abraço se tornara apertado demais. E o carinho se tornara dor.
Não havia mais sorte, nem mesmo a perfeição em outros.
O sonho, quando de olhos abertos, é melhor de viver.
E foram outras palavras que me abriram os olhos.
Estas palavras podem não ser minhas.
Se alguém já as escreveu, me processe por não citar a fonte.
Mas os sentimentos que elas carregam...
Ah! Estes, por me pertencerem, certamente são teus!

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